Conta também chega ao bolso dos profissionais

Executivos em momento de transição de carreira estão se defrontando com novos cenários no mercado de formação e treinamento. As empresas reduziram os investimentos na preparação de seus profissionais, deixando a iniciativa e a conta da escola e das viagens para o bolso do executivo. Para quem busca mudanças na carreira, estágios longos fora do país e da companhia se tornaram quase inacessíveis. Segundo especialistas, o indicado para uma fase de transição profissional é manter um pé aqui dentro e outro lá fora.

"O ideal é esse misto de Brasil e exterior", diz Jorge Carneiro, professor e coordenador do OneMBA FGV. Essa modalidade de MBA integra o Global Courses, que conta com cinco universidades parceiras fora do país. Cada grupo de estudantes no Brasil tem um professor mentor no exterior. E ao longo dos dois anos de curso, o aluno passa quatro semanas fora, cobrindo sete países no total.

Alexandre Dupin Gade, gerente sênior da Colgate Palmolive, é um "'profissional-estudante" que adotou a prática de "um pé aqui dentro, outro lá fora". Em 2018, ele termina o curso OneMBA. Sua experiência internacional começou na graduação, quando interrompeu o curso de engenharia de alimentos na Faculdade Federal de Viçosa (MG), em 2000, e foi trabalhar nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, passou por grandes empresas, retornando aos bancos escolares no OneMBA da FGV. Os 21 meses do curso preveem quatro semanas em sete países, a internacionalização que Gade buscava.

Se tiver de deixar o país, ele poderá continuar seu curso nos EUA, México, China ou Holanda, onde há universidades parceiras do OneMBA. "Não fazemos apenas um MBA executivo, mas um global MBA, na medida em que tenho conhecimento do mercado asiático, europeu, americano, porque o curso proporciona residência nesses cinco países ao longo desses dois anos, sem interromper a minha carreira profissional, e com experiências verdadeiras", afirma. "Está sendo minha grande oportunidade de conciliar trabalho e estudo em alto nível", diz Gade.

Os custos, R$ 175 mil, estão saindo de seu próprio bolso. "Embora alto, o valor é perfeitamente administrável no orçamento de uma pessoa que continua trabalhando, como é o caso dos nossos alunos", diz Carneiro, coordenador do curso da FGV.

Para Alexandre Gade, que já tem 17 anos de carreira, a solução foi se organizar. "A responsabilidade do meu desenvolvimento é minha e não espero o time da empresa para decidir qual formação externa farei", afirma. "Abrir uma janela de dois anos para fazer um curso 'full time' é muito arriscado. Mas sempre dediquei grande parte do meu salário como verba de estudo".

Saiba mais sobre o OneMBA e participe de uma sessão de informação gratuita sobre o curso com o prof. Jorge Carneiro. Clique aqui e inscreva-se!

Comentar

HTML Filtrado

  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <p> <span> <div> <h1> <h2> <h3> <h4> <h5> <h6> <img> <map> <area> <hr> <br> <br /> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <table> <tr> <td> <em> <b> <u> <i> <strong> <font> <del> <ins> <sub> <sup> <quote> <blockquote> <pre> <address> <code> <cite> <embed> <object> <param> <strike> <caption> <iframe>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Plain text

  • Nenhuma tag HTML permitida.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.